COMO QUEBRAR UMA LINHA.

COMO QUEBRAR A LINHA DO TEMPO?

Quando até a possibilidade de caminhada é negada, remontar caminhos é uma necessidade constante, assim como remontar as linhas do tempo que atravessam o fazer e as vivências corporais negras. Romper com essa linha, na conjuntura em que estamos postas, se expressa como fato de que a arte, por meios que nem sempre são próprios, é incapaz de interromper as coordenadas sensoriais com que entendemos, habitamos e vivenciamos o mundo.

Juntar-se à arte torna-se não só uma forma de cabeamento que conecta a vida remontando à morte, mas torna-se também uma forma de revelar paradigmas de sociabilidade que põe o tempo inteiro produções negras em posição de questionamento. O que escancara que até a arte se afirma como meio privilegiado de expressão, apreensão, compreensão e simultânea reinvenção da realidade.

Portanto, nessa exposição talvez se encontre uma das várias técnicas da remontagem desses cabeamentos que reconfiguram os processos de organização de dores, de expressões e compreensões da vida que rompem com a ideia privilegiada de ser artista. Como corpos negros queremos conseguir fazer, sempre que for do nosso desejo, uma busca e ruptura com nossas dores e mortes, até porque aprendemos com nossos ancestrais que, diferente do que muitos pensam, o contrário da vida não é a morte, mas desencanto.

‘Como quebrar uma linha’ reúne um grupo de cinco artistas que se aprofundaram em suas travessias - caminhos - e inquietações, entre contextos históricos e sociais, de afetação dos corpos, das almas e a amálgama que todos esses espaços preenchem.

Paulete Lindacelva,  Fevereiro/Março 2021.

Curadoria compartilhada: Micaela Cyrino e Paule Lindacelva

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